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Corrida atrás da bolinha

por Maki, em 24.07.15

Estava calor, imenso calor, a gula fome era cada vez maior quando ouço o sininho que anunciava a bendita Bolinha de Berlim. Acenaram por mim enquanto procurava incansavelmente o dinheiro, o guardião da bolinha percorria a praia com o olhar, mas por alguma razão não reparou em nós, o dinheiro apareceu já o senhor estava longe.

Corri, corri como não corria à bastante tempo, passei pelo guardião das bolinhas e parei um pouco à frente dele. Pedi a maldita bola, o guardião abre a arca e dá-ma, sorri e pede desculpa por não me ter visto. Devolvo o sorriso e o dou o euro. Volto para a toalha e questiono-me se valeu a pena tamanho trabalho por um bocado de gordura oleosa.

Valeu.

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publicado às 20:48

O meu problema com os autocarros

por Maki, em 24.07.15

Eu nunca tive muita sorte, só em jogos, e é para compensar a minha vida romântica ou a falta dela. No entanto o meu azar relacionado com os autocarros é algo que me irrita profundamente porque me atrasa todos os planos.

Tudo começou quando fui estudar para Lisboa, sempre que ia ou voltava da terrinha de autocarro com um rapaz o autocarro ia abaixo, as portas resolviam bloquear, o autocarro deitava água, tudo coisas agradáveis que nos faziam ter que mudar de autocarro... Entretanto deixei de andar com ele de autocarro (não apenas por medo, mas também porque os nossos horários não era compatíveis). Como nunca mais me aconteceu nada pensei mesmo que fosse ele o responsável pelo meu azar. Nope.

Ontem pararam o autocarro em que estava numa operação stop, verificaram se todos tínhamos bilhete (nunca percam o bilhete, dá direito a multa), e pediram umas autorizações ao condutor, autorizações que o senhor não sabia onde estavam, entre chamadas para a central e vascular 2 dossiers lá as encontrou. O condutor queixou-se aos agentes que graças à operação não ia ter tempo para almoçar. O agente só disse antes de sair do autocarro "a operação durou 15 minutos". E é verdade, o autocarro estava com um atraso de 20minutos quando entrei nele, culpar uma operação stop foi estúpido.

Nunca andem de autocarro comigo.

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publicado às 14:46

Quando foi a minha vez

por Maki, em 22.07.15

Não acredito que já passou um ano... Parece que foi à coisa de 3 meses, a ansiedade, as discussões para decidir o curso, o cuidado de verificar não uma, não duas, mas umas mil vezes a minha candidatura, foi uma altura bastante interessante e intensa. Hoje ao ver a ansiedade do pessoal do 12º e o receio fico meio nostálgica.

Lembro-me demasiado bem de alguns episódios entre repetir o exame de física e química e a divulgação das colocações. Por acaso tive sorte, quando fui repetir o exame estava fresquinho, lembro-me do pessoal implicar comigo por eu ter ido de fato-de-treino e ter chegado em cima da hora, com a minha calculadora da época dos Afonsinhos e cara de quem precisava de pelo menos mais 5 horinhas de sono. De entrar na sala, sentar-me pela primeira vez em todo a minha vida de estudante numa mesa na primeira fila a pensar se não estaria a perder o meu tempo e se o bastardo do director da escola não teria razão ao insinuar que eu era burra enquanto era corroída pelo medo de falhar, até que se sentou um rapaz da minha turma na mesa ao lado e me mandou para o caraças por só estar a fazer melhoria, nunca fiquei tão feliz por o ouvir, implicamos um com o outro enquanto os professores estavam à porta a fazer a chamada até que toda a sala ficou em silencio,os professores fizeram o discurso habitual e o exame começou. Da época de exames também me lembro de como a minha maquina (super actual e potente) resolveu deixar de fazer gráficos exactamente no ultimo exercício do exame de matemática.

Mas sem duvida os momentos mais woow para mim estiveram relacionados com a candidatura. Obviamente tive um pequeno ataque de histeria quando soube as notas, aliás, quando me confirmaram pela terceira vez as notas dos exames (resolvi só acreditar após 3 pessoas diferentes o dizerem, nunca fiando, ainda por cima estava fora de Portugal, se me estivessem a aldrabar não ia chegar a tempo da 2ª fase, tinha que comprar os bilhetes começar a estudar e tal... Quando voltei para Portugal e peguei na minha ficha ENES, ai sim, ia-me dando uma coisinha, foi a primeira vez na vida que vi um 17 numa pauta que me pertencia, aliás... 3... E um daqueles 17 salvou-me o pêlo, para além disso, graças a ele o director da minha escola (um senhor bastante simpático que um dia mandou uma funcionaria buscar-me à sala para ir ter com ele visto que tinha sido a única aluna que queria fazer exame de física de 12º por externo, disciplina que não abriu e que sempre me fascinou, era meio chato estarem a fazer um exame só para mim, acabei por concordar, preenchi uma folha a dizer que desistia do exame, e quando a entreguei o dito senhor disse-me ''também não ias ter maior nota do que deves ter a biologia ou psicologia'' ) bem, o dito senhor engoliu as palavras, a minha nota foi a 2ª mais alta da escola, maior do que a do ''menino de ouro'' do 11º. Voltei a ver o senhor director uma vez após saírem os resultados, o senhor olhou para mim mas rapidamente olhou para o chão, coisa rara que norma geral o senhor anda bastante direito quase a olhar para o tecto, foi dos momentos mais gloriosos da minha vida, nem sei como não me deu para gritar "INCHA PORCO!"(estou a brincar eu não digo isso, ok, digo... mas não ia dizer ao senhor).

Também me estou a lembrar da noite em que pensei em mudar a ordem das minhas opções na candidatura, era o ultimo dia em que o podia fazer, eram para ai umas dez da noite quando decidi que o dia fazer, estava a descer as escadas para avisar o meu pai que ia mudar a ordem quando dei um tralho... mas um tralho... desci 3 degraus com o rabinho a embater na borda de cada um... Sinceramente não sei como é que não parti nada, mas andei a ouvir piadinhas durante quase 2 meses devido à nódoa negra colossal que tinha na nádega... Obviamente depois da queda estava mais preocupada em fingir estar bem e em voltar a respirar decentemente do que propriamente em mudar a ordem.

Curiosamente todos estes acontecimentos levaram a que eu entrasse no curso em que estou, aquele 17 no exame fez com que eu ficasse com um dos dois lugares disponíveis para os sete candidatos com a mesma media que eu, a queda impediu que eu metesse um curso para o qual tinha mais que media para entrar como primeira opção, o senhor director fez com que eu estudasse física e química com mais afinco...  Bem, o que tem que ser tem muita força... (E a queda foi bem grande)

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publicado às 19:01

A ressaca

por Maki, em 20.07.15

Andei a adiar o inevitável, adiei uma semana, adiei um mês, cheguei quase a adiar um ano mas não consegui adiar mais, hoje acabei de ver dos animes mais tristes que há, chorei baba e ranho, e agora não consigo dormir... Ainda tentei conciliar a coisa vendo uma comedia, mas não funcionou; tentei ler um livro, mas os meus olhos seguiam as palavras e o meu cérebro não assimilava nada; tentei adormecer, mas ainda estava agitada por causa do fim.

A verdade é que estou fascinada isto já me aconteceu várias vezes com livros mas nunca com um anime, fascinada e apagada da vida... E agora o que vou fazer da vida? O pior é que ainda há um filme! Que não posso ver já senão começo a rebolar no chão a chorar, mas que quero ver porque estou curiosa e tenho esperança que tudo acabe bem... Baaaah!

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publicado às 04:49

Os mini-manipuladores

por Maki, em 20.07.15

Odeio quando dizem que as crianças não fazem as coisas por mal e que utilizem isso como desculpa para tudo. Já fui criança e lembro-me perfeitamente de ter noção das coisas (em parte por a minha infância ter sido à relativamente pouco tempo).

Sejamos honestos, facilmente qualquer um repara nisso: uma criança ao pé dos pais geralmente tem um comportamento completamente diferente ao pé de outros familiares ou desconhecidos; uma criança sabe a quem pedir as coisas e como pedir, por exemplo, hoje estava numa sala com uma criança, a mãe dela e um familiar meu, depois da mocinha andar pelas redondezas e pouco antes de se ir embora pega numa ceninha com bonequinhos sorri, vira-se para o meu familiar e diz: "É tão giro", olha para a ceninha com grande sorriso e novamente para o meu familiar. Ora o meu familiar coração mole e acessível como é diz-lhe para ficar com aquilo e pergunta inclusive se não quer mais nada, em menos de 10 segundos e após fazer um daqueles "hmmmm" bem sonoros pega em outra coisa semelhante, feliz da vida preparado para sair da divisão com as suas novas aquisições, só que o inesperado ocorre e antes de seguir o seu caminho o meu familiar diz: "tens que lhe perguntar se podes levar" e aponta para mim, a pequena até ficou branca (em minha defesa tinha sono e estou doente o que faz com que o meu aspecto piore exponencialmente), olhei para aquilo enquanto sentia a pressão dos dois adultos presentes na sala e o pânico da pequena criança, como não era nada a que tivesse grande ligação disse que o podia levar a pequena sentiu-se tão aliviada, abraçou o meu familiar agradeceu, pegou no braço do adulto responsável por ela e foi-se embora, nem um obrigada me dirigiu, afinal, para que agradecer ao único obstáculo real que estava entre ela e as ceninhas?

Esperta...

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publicado às 01:15

Reflexões de uma caloira

por Maki, em 16.07.15

Até agora, este foi o Verão que mais aproveitei e olhem que ainda não fiz grande coisa, aliás fiz muito menos do que nos outros anos, em parte por estar de férias desde dia 1, no entanto nunca dei tanto valor a ficar deitada de rabo para o ar, ler um livro, estar com o pessoal e à minha terrinha como agora. É como dizem, só damos valor às coisas quando não as temos, quer dizer, as aulas e os projectos nunca me impediram de andar a passear por Lisboa, ler ou simplesmente ficar deitada a olhar para o tecto, porque honestamente eu fazia-o demasiadas vezes, apercebi-me disso quando estava a preencher os questionários sobre as cadeiras, tempo de estudo e assim...

Não sei se em todas as universidades fazem isso, mas na minha temos que preencher vários questionários após saírem as notas para avaliarem os professores, perceberem se os créditos das cadeiras são adequados e tal... E é nesse momento que me apercebi que realmente não fiz nada no semestre... Os meus ECT's estimados são em media 2/3 vezes menores que o suposto (não sei bem como explicar, mas ECT's são os créditos de uma cadeira e supostamente estão relacionados com a o tempo de estudo que tens que ter para passares com uma nota decente) e olhem que eu aldrabei um bocado, porque eu não estudava em media 7 horas por semana... Estudava tipo 12h para cada teste, 3 dias para cada exame mas essas não eram para ser contabilizadas... Honestamente a única coisa responsável que fiz no semestre inteiro em relação ao estudo foi assistir a todas as aulas de problemas e a 90% das aulas teóricas (tirando gestão - só fui a 3 ou 4 teóricas).

Apesar da minha irresponsabilidade e lazyness passei a todas as cadeiras com uma media relativamente alta, definitivamente ir a todas as aulas, especialmente de problemas, é bastante importante. Agora que penso nisso a minha atitude calma foi provavelmente o que me ajudou a passar a tudo, ao contrário do 1º semestre não entrei em pânico, não chorei muito e até tinha mais cadeiras. Para o próximo semestre vou melhorar, vou voltar a criar apontamentos durante as aulas (copiar o que os professores escrevem no quadro não me é propriamente útil... Para ver teoremas e formulas posso ir para a biblioteca e pegar num livro. Agora a essência do que os professores escrevem (que é o útil e te segue para sempre) acaba por não entrar se estiveres concentrada a copiar aquelas coisas todas.

Mas foi um bom ano, apesar de tudo posso dizer que aprendi coisas (por vezes as pessoas não aprendem coisas após um ano de universidade).

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publicado às 15:47

Pais divorciados

por Maki, em 12.07.15

Há pais divorciados que são civilizados, apesar de já não se amarem continuam a falar um com o outro, a seguir o desenvolvimento dos filhos e a sua vidinha. Depois existem os pais que não o são. Os meus fazem parte do segundo grupo, estão divorciados há coisa se 7 anos mas deixaram de viver na mesma casa há 3, a história por trás disso é meio complicada, mas crescer com eles na mesma casa foi estúpido. As discussões eram ainda mais constantes do que quando estavam juntos (ou pelo menos tenho essa impressão).

Lembro-me que que ao inicio fiquei feliz por nenhum deles sair de repente da minha vida, de chorar desalmadamente no carro quando me disseram que se tinham divorciado naquele dia. Sim, porque só avisaram a criança que existia divórcio quando este já estava assinado e garanto-vos, é a pior coisa que se pode fazer, eu tinha o direito de saber. Quando fui para o décimo ano começou a ser insuportável viver com ambos, a minha mãe começou a andar com um homenzinho e a chegar tarde, o meu pai no fundo ainda gostava dela pelo que se sentia extremamente magoado e fazia coisas estúpidas como trancar a porta e desligar a campainha quando ela demorava demasiado tempo. Foi das alturas mais negras para mim, o meu quarto estava virado para a rua então a minha mãe jogava-me pedras contra a janela para me acordar e entrar em casa e lá ia eu com os meus quinze anos descer as escadas enquanto ouvia o meu pai a chorar (ou a roncar nunca percebi muito bem, mas com base nos roncos habituais do meu pai, aquilo era som de choro) abrir a porta à minha mãe. Uma vez quando cheguei lá abaixo estava um carro da polícia estacionado com o pai de um amigo meu ao volante, nunca percebi se eles estavam de passagem e acharam estranho uma mulher estar a atirar pedras a uma janela às quatro da manhã ou se a minha mãe os chamou, mas lembro-me que tive teste de biologia e geologia no dia seguinte.

Por favor, quando se divorciarem pensem nos vossos filhos, eles não pediram para nascer.

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publicado às 13:28

Sobrevivemos!

por Maki, em 11.07.15

Ainda faltam umar horinhas, mas se considerando que essas horas vão ser passadas a dormir acho que é seguro dizer que sobrevivemos. Ao quê? Imaginem 4 pessoas com feitos bastante diferentes enfiadas no mesmo sitio durante 24horas por dia durante 7 dias. Complicado. Adicionem a isso que 2 dessas pessoas estavam com período. Perigoso. Como podem imaginar o convívio envolveu lágrimas sangue e bastante diversão, curiosamente o indivíduo que chorou era do sexo masculino, mas ele de si já é sensível, estar numa casa com gajas com período não deve ter ajudado... Durante este ano ainda não me tinha divertido tanto e durante tanto tempo, foi óptimo. Descobri que sou bastante boa a acabar discussões, mas é meio complicado ser a única que tenta aliviar o ambiente... Tanto que quando um rapazito nos veio visitar foi um alivio enorme, éramos dois a dizer merda enquanto o ambiente estava tenso (oooh e eu sou óptima a dizer merda) e digam o que disserem uma presença masculina faz sempre com que o ambiente seja mais leve. Foi engraçado, nada melhor que estar num sitio onde a depilação não é importante, o único sutiã que usas é a parte de cima do bikini e te ris como uma louca. Acho que já não vou conseguir viver em sociedade.

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publicado às 06:39

A busca incessante por um quarto

por Maki, em 10.07.15

Pois é, após ter escolhido um quarto de porcaria no ano passado no qual ou morria de frio ou me queimava no chuveiro e de me terem imposto um quarto decente sem guarda-fato num apartamento com um gajo assustador (acho que já falei dele... Snifou o cabelo de uma das raparigas que vivia connosco no meio da cozinha) decidi que este ano ia ser diferente, e noto que já sou mais perspicaz. Talvez para a semana faça uma reflexão sobre o ano que passou... Até lá vou continuar a ouvir os meus amigos a reclamar quando me apanham a mexer no telemóvel à procura de quarto.

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publicado às 15:01

Aaah como é bom estar em casa!

por Maki, em 06.07.15

Cheguei apenas na quinta à terrinha e já sinto que estou aqui há imenso tempo, não mudou muita coisa, os meus amigos continuam a mesma coisa de sempre, as nossas conversas fluem como se nunca tivesse-mos estado mais de uma semana sem falar, coisa que eu temia que não acontecesse... Iria ser tão estranho se chegasse cá e me tratassem como se fosse uma desconhecida...

Já não me lembrava do bom que era passar dias na piscina! OMG! Como é que me fui esquecer? É perfeito! Passas imenso tempo com o as o cu de molho, sais, morres de frio até chegares à toalha e passados 5 minutos estás novamente dentro de água porque está um calor insuportável. Até saudades dos putos a fazerem bombas a menos de 50cm de mim tinha! 

Oh e as saídas? simplesmente pegar no telemóvel e dizer ''hey! vamos dar uma volta.'' sem necessidade de esperar por o metro, rezar para não levar uma facada, alias, sem necessidade de consentimento, porque (pelo menos no meu grupo) quer tu queiras quer não se um de nós te informa que vais sair estás lixado que 15 minutos depois estamos tocar há tua campainha. Infelizmente eu sou a única cujo quarto fica virado para a rua e eles descobriram que se me fizerem uma serenata despacho-me mais depressa... 

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publicado às 00:55

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