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Estar sozinha

por Maki, em 30.03.16

No ultimo mês passei grande parte das minhas tardes com uma amiga, sinceramente não sei bem porque raio o fazia visto que ela só falava dela: da sua vida, dos seus problemas, do quão difícil o seu curso é, do quão maravilhoso é o seu namorado, etc.. Quando eu falava de algo que me tinha acontecido ou como estava ela ficava aborrecida e pegava no telemóvel. Ao fim de uns tempos acabei por ficar cansada, passei a falar apenas dela e de coisas que ela poderia achar interessantes, apesar de tudo continuava a ir ter com ela, não sei bem se por hábito, se por saber se ela não gosta de estar sozinha ou se por pensar que ao estar acompanhada me poderia sentir melhor. Gosto muito dela, mas acho que podemos dizer que era uma "amizade tóxica" que estava a matar lentamente quem era e como me comportava.

Abri os olhos numa tarde em que ela sugeriu que deixasse de fazer um trabalho que tinha que entregar no dia seguinte para ir com ela às compras. Aliás, abri os olhos quando ela me disse "Eu sei que vais vir". Não me lembro se na altura fiquei mais chocada por ela achar que eu ando a brincar à faculdade ou se por me ter como um dado adquirido, mas qualquer uma delas me parece uma boa razão para ficar chocada.

Não fui ter com ela, fiz o trabalho, redefini as minhas prioridades, comecei a ler um livro. Agora passo grande parte do meu tempo sozinha - mas não só.

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publicado às 20:10

Hoje é um dia não

por Maki, em 28.03.16

Sabem aqueles dias em que acordam e assim que se levantam da cama tudo começa a dar para o torto? Pois bem, hoje foi um dia tão não que antes de levantar o rabinho da cama já estava tudo a descambar... Assim que desliguei o despertador fui ler as mensagens, o meu colega de grupo teve um problema e afinal não podia ir fazer o trabalho (o que é chato visto que eu já tinha organizado o dia para tratar daquilo mas não é o fim do mundo), ora após responder ao rapaz levanto-me e assim que calço os chinelos começo a ouvir o chuveiro... Para chegar a horas decentes à faculdade tinha que sair de casa nos próximos 20 minutos, correu tudo tão bem que cheguei ao anfiteatro 20 minutos atrasada, despenteada, com cara de zombie e sem os dentes lavados. 

Ainda são onze da manhã.

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publicado às 10:52

Eu e o mundo "romântico"

por Maki, em 24.03.16

Já falei algures na minha experiência no tinder, só que entretanto uma amiga minha arranjou um bom rapaz (talvez demasiado bom rapaz para ser verdade), então acabei por reavivar a fé na Internet e voltei a instalar, reencontrei imensos jovens do meu curso, incluindo um amigo... Assim como da última vez só meti "like" em rapazes que pareciam normais ou mais para o geek, tive conversas interessantes mas entretanto coisas acontecem e fiz "match" um rapaz que me fez o meu radar de psicopatas colapsar, fiz uma saída soft (não fosse o jovem me encontrar na rua e tentar esfaquear) e apaguei a aplicação na esperança de apagar todas as minhas ligações com a mesma. Ora, como não podia deixar de ser, nada correu como planeado.

No dia após apagar a maldita aplicação fui sair, considerando o meu histórico, presumi que algo estranho fosse acontecer mas estava longe de imaginar que um dos jovens do tinder estivesse no mesmo bar que eu... Aliás... Nos mesmos bares que eu, sim que o meu grupo mudou duas vezes de sitio e em ambos os bares acabei por ter contacto visual com ele, foi constrangedor, a nossa conversa online não teve propriamente conteúdo para eu lhe ir falar e provavelmente ele pensou o mesmo. Mas sendo positiva, pelo menos não foi o rapaz que me fez eliminar a aplicação. Contudo, para compensar não ter ocorrido o pior cenário possível aconteceu outra coisa. Linda, magnifica, perfeita... Estava a dedicar uma música com uma amiga a uma terceira (com direito a coreografia e tudo) quando me deram a mão e puxaram, pensando que fosse outra amiga minha fui. Não era ela, nem era uma ela... Antes de processar a informação já estava a ouvir uma das piores frases de engate de sempre, ri-me e olhei para trás na esperança que elas viessem em meu resgate, mas não... elas observavam-me de longe e ainda tiveram a lata de acenar, às vezes odeio-as. Enquanto evitava que o jovem me tocasse reagia à sua conversa como se ele fosse um dos meus bros na esperança que ele percebesse que eu não queria nada, não funcionou muito bem que o jovem começou a tentar meter a mãozinha à volta da minha cintura (para quem não sabe isso não se faz a um bro). Felizmente uma alma abençoada abriu caminho entre nós, aproveitei para desaparecer, dei uma palmadinha no ombro do rapaz, desejei-lhe boa sorte para a caça e fui o mais depressa que consegui para perto das minhas amigas. Sinto-me sempre tão mal quando alguém tenta abordar-me em bares... Não nasci para essas coisas, tenho sempre medo de magoar a auto-estima das pessoas e assim... Espero que isso não tenha acontecido...

Pois após todos esses acontecimentos no espaço de uma semana acabei por me relembrar que não nasci para essas coisas de relações e assim... Até porque entro em pânico assim que alguém mostra interesse. Gatos. Vou adoptar gatos. 

 

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publicado às 15:46

Falar com estranhos

por Maki, em 13.03.16

Hoje estava a ler este post da C* quando me lembrei de um episódio que aconteceu no ano passado, tudo começou numa tarde em que decidi que Lisboa não era sitio para mim e me sentei ao pé do rio a pensar como haveria de explicar isso aos meus pais, enquanto fazia uma lista mental de razões uma rapariga passou por mim e retrocedeu, ficou um bocado a olhar para mim e perguntou-me se estava tudo bem, sorriu, disse que Lisboa era uma cidade bonita e que a devia aproveitar, depois seguiu caminho. Apesar de simples, essa interacção era exactamente o que precisava para não perder a fé nas pessoas que andam por aqui. Provavelmente ela é a principal responsável por não ter voltado para a terrinha e estou-lhe grata por tal. Por isso estou a apelar para que falem com pessoas que vocês sintam que não estão bem, algo simples como um "boas, precisas de alguma coisa", pode mudar por ajudar mais do que imaginam. Infelizmente nunca tive coragem de o fazer com pessoas da minha idade (em minha defesa, também nunca vi ninguém da minha faixa etária extremamente mal), mas já conversei com vários velhotes e velhotas e todos eles eram pessoas super simpáticas, infelizmente alguns deles choram enquanto falam por estarem fartos da sua solidão ou dos problemas de saúde, mas todos eles acabam por sorrir nem que seja um pouco ao longo da conversa o que faz com que no fim valha a pena.

Toca a falar com estranhos pessoal!

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publicado às 19:38

Piadas escondidas

por Maki, em 12.03.16

Tenho o poder/dom de perceber rapidamente as piadas porcas que estão escondidas em diálogos, monólogos especialmente em discursos de professores... E quando digo rapidamente é mesmo rapidamente... Estou a pensar na minha vidinha, ouço por alto o que estão a dizer e começo-me a rir. É um dom útil? Nope. Estou orgulhosa dela? Nope. Já me meteu em situações constrangedoras? Depende... Começar a rir cerca de meio minuto antes de um auditório inteiro é considerado constrangedor? 

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publicado às 16:04

As hormonas são lixadas

por Maki, em 09.03.16

O meu corpo é dos maiores trolls que anda por ai, durante a ultima semana tenho comido hidratos de carbono a dar com um pau e sido a pessoa mais lamechas de sempre por causa das malditas hormonas. Se o problema fosse apenas a lamechise até estava tudo bem, mas naaaaaaao para além de ficar com a lagriminha no canto do olho com as coisas mais banais quase tudo o que tem pilinha parece um bom partido, e se um jovem é simpatico comigo? Ui! A sorte é que sou optima a disfarçar estas coisas e sou imune aos meus bros pelo que na faculdade está tudo sobre controlo agora fora dela? Grave...

Para verem o quão grave isto está no outro dia fui ao Colombo, estive lá cerca de 2 horas e tive vontade de falar com tres rapazitos que pareciam pessoas interessantes. A minha sorte é que estava com uma amiga, senão tinha ido traumatizar pelo menos uma das criaturas... (ou talvez não... que tenho um pouco de ansiedade quando tenho que conhecer pessoas).

Mas atenção! Não estou desesperada... Apenas desregulada e com vontade de conhecer pessoas novas (não necessariamente para uma relação... Mas se tivesse que acontecer também não dizia que não...). 

Maltido organismo.

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publicado às 13:53

A minha relação com os livros

por Maki, em 06.03.16

Desde pequena que gosto de ler, o meu pai sempre me incentivou a isso e ao ingressar no ensino básico os livros acabaram por ser o meu refugio (resumidamente o meu 5º e 6º ano foram horríveis, éramos cinco raparigas da turma, nenhuma era da minha terra e elas gostavam demasiado de maquilhagem e flirting... Provavelmente devido aos Morangos com Açúcar). Entretanto cresci, conheci pessoas fixolas e deixei de ler com tanta frequência (mais por preguiça do que por falta de tempo que a minha vida social nunca foi muito agitada). Entretanto porcarias acontecem e senti necessidade de me voltar a refugiar e desconectar da realidade, nessa altura conheci o meu autor favorito e entrei dentro de um livro como nunca tinha entrado na minha vida (e olha que eu vivia bastante as histórias), lembro-me perfeitamente da sensação que tive... Para mim Kafta à Beira-Mar foi uma lufada de ar fresco excepcional, lembro-me perfeitamente de não o conseguir parar de ler, tanto que só parava quando adormecia e não adormecia pelo livro ser chato, pelo contrário, estava tão dentro do livro que não dava por mim a adormecer, simplesmente acontecia.

Depois de Kafta à Beira-Mar voltei a ler frequentemente. Até que entrei na faculdade e troquei os livros por sono e vídeos aleatórios no youtube... Sim... Troquei uma boa história por relatos de góticos, transexuais, vídeos de gatos, pranks e tutorias de maquilhagem que nunca iria fazer... Felizmente isso só durou um semestre. Um dia estava a deambular e acabei por entrar num alfarrabista, o cheiro, as estantes recheadas de livros, a falta de luz, tudo isto fez-me lembrar a biblioteca antiga que havia na minha terrinha, lembrei-me de como me sentia a ler, lembrei-me de vários momentos que passei a ler, não me lembrei das historias, mas de como certos livros me fizeram sentir (a minha memoria é uma poia) e acabei por comprar 2 livros e voltei a ser viciada em livros... 

Infelizmente as minhas amigas não compreendem... Apesar de eu ir a todas as lojas de roupa com elas sempre que eu menciono algum sitio com livros reviram os olhos, só há uma que me acompanha de boa vontade e é porque tem esperança de encontrar um gajo bom a vasculhar as estantes...  

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publicado às 15:38


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