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Pensamentos no metro

por Maki, em 30.09.16

Sempre fui da opinião que o metro é um sitio óptimo para nos apercebermos das tendências e da evolução social. Após a analise de hoje conclui que muita gente usa o sapatinho Adidas Stan Smith (apesar de muitos não saberem quem é o senhor) e que a quantidade de rapazes baixinhos e musculados é muito superior à de rapazes médios/altos. 

PS: Caso se estejam questionando sim, fiquei sem bateria a meio da viagem...  

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publicado às 20:38

Desculpem lá...

por Maki, em 23.09.16

Ontem estava a dar uma voltinha com as minhas amigas quando uma se queixou que o rapaz dela durante 10 minutos lhe mandou imensas mensagens sentimentais e que na meia hora a seguir voltou a ser mais normal e distante.

Como reparei que ela estava meio preocupada com a situação disse-lhe o que me pareceu óbvio: "Não te preocupes, entretanto deve ter batido uma e ficou mais sereno". Aparentemente não era isso que ninguém esperava ouvir e gerou-se um silêncio constrangedor seguido de um "Ai que ordinária!", mas a verdade é que ninguém conseguiu formular outra hipótese para o comportamento do rapaz.

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publicado às 14:28

Gritem por favor

por Maki, em 21.09.16

Odeio que as pessoas sussurrem. Odeio. Existem poucas coisas que me irritam profundamente sem razão aparente, neste momento só me lembro de 3: sussurros, Pedro Chagas Freitas e Ricardo Reis. Não entendo o que leva alguém a sussurrar quando pode falar baixo... 

Hoje estava num auditório cheio de gente (no inicio do semestre todos são muito assíduos) quando um dos amigos da fila atrás começa a sussurrar... E toda a gente sabe que os sussurros são como os bocejos... Pouco depois estava o grupo inteiro a sussurrar... Os sussurros sobrepunham-se à voz do professor (que é daquelas pessoas que fala para dentro) e graças aos três amiguinhos perdi uma hora da minha vida a olhar para o quadro cheio de formulas sem perceber de onde vinham. Que é sempre uma experiência engraçada.

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publicado às 18:50

Bando de ladrões!

por Maki, em 14.09.16

Pois é meus caros, arranjar quarto em Lisboa nunca foi fácil nem barato, mas este ano está estupidamente complicado. No espaço de um ano os preços subiram cerca de 30 euros por mês sendo que muitos deles nem tem as despesas incluídas, no ano passado já me revoltei sobre isto mas wooow cada vez está pior...

Este ano fui visitar um quarto "anexo" num T4 (ou seja, para ir à casa de banho ou à cozinha a meio da noite tinha que trancar a porta do meu quarto, destrancar a porta da rua, andar um corredor enorme, fazer o que tinha a fazer, abrir a porta da rua, trancar a porta da rua, destrancar a porta do meu quarto e finalmente voltar para a cama. Demasiado trabalho para fazer um xixinho.) e o raio do quarto era 250euros sem despesas incluídas num bairro meh... Encontrei outro que consistia num cubículo sem janela e onde a secretária era uma mesa roubada de uma esplanada a 280 euros sem despesas. Acabei por encontrar um jeitoso por 260 euros com tudo incluído (limpeza também, um autentico milagre).

Algum dos quartos que visitei tinha recibo? Não! 

Depois existe o Uniplaces que é outra coisa que me faz comichão... Os amiguinhos vendem gato por lebre, não dão a possibilidade de visitar o quarto e ainda exigem algo como 100 euros pelo serviço prestado... Que serviço? As fotografias profissionais que transformam o covil mais sinistro num recanto agradável? Eu não vou pagar 100 euros para ter a desilusão da minha vida... 

Após 3 anos que incluíram 4 momentos de procura de quartos tenho um único conselho a dar: visitem os quartos cujos anúncios não tem fotografias ou os que tem fotografias ranhosas que só apanham um canto do quarto e assim... Tendem a ser mais baratos, terem menos interessados e não vos vão desiludir... E perguntem sempre se existe recibo, pode ser que tenham sorte... O meu primeiro senhorio disse que passava recibo... O recibo dele era um papelinho a dizer "pago" seguido do valor que paguei... Quando me deu o papel pela primeira vez ri-me, quando me apercebi que o senhor não estava a brincar e me considerava burra ao ponto de aceitar aquilo como recibo após ter passado 1 dia sem luz e 15 dias a tomar banhos entre o "extremamente quente" e o "vou congelar" peguei nas minhas tralhas e mudei de casa.

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publicado às 18:59

Eram quase oito da noite quando ouvi a campainha, como estava esfomeada fiz um pequeno sprintzito na esperança que fosse o meu pai com o jantar. Mas naaaaaaaaao... Em vez do meu pai estava lá um senhor com um monte de papeis na mão, para meu espanto o senhor não estava lá para falar de Deus, mas sim para falar do que ele considera ser o melhor pacote do mercado (e não, não era o seu rabinho).

Após explicar que não sou responsável por nada disso cá em casa disse o tradicional "se voltar mais tarde pode ser que esteja cá o meu pai", e não é que voltou? Não uma, não duas, mas três vezes no espaço de 45 minutos... sempre que ouvia o raio da campainha começava a salivar como se fosse o cão de Pavlov e corria para a porta, e sempre que a abria em vez do jantar encontrava o senhor... como devem compreender comecei a ficar ligeiramente frustrada. Heis que às nove ouço a porta da rua abrir... Finalmente chegava o meu jantar! O meu jantar e o raio do senhor...  Não é que o meu pai estava disposto a ouvi-lo? Às nove da noite... Apesar de ter a filha a morrer de fome o meu pai começou a dar conversa ao senhor em relação ao serviço (incrível como todos os termos relacionados com isto ou fazem com que pareça que estou a falar de drogas ou prostituição...). Sabem o que é ouvir um senhor a divagar enquanto se está esganada de fome? Eu sei... E quando digo divagar quero mesmo dizer divagar! O senhor começou a falar no produto e lá para o meio falou da tia. Da tia... Eu cheia de fome e o senhor a falar da sua tia... O meu pai também não é nenhum santo que também mencionou o meu curso, então quando o senhor resolveu voltar a falar do produto em si ouvi um "como a dona Maki deve saber". O que me irritou, não apenas por já passarem das nove e meia e eu continuar sem comer, mas também pelo tom cínico que nem se deu ao trabalho de disfarçar, no entanto como estava em fraqueza ignorei aquilo até que ele acrescenta "Ah, não me diga que é daquelas que deixa cadeiras por fazer". Ca-brão! Ok, por acaso até sou daquelas que deixa cadeiras por fazer, mas duvido que dizer essas coisas da filha de um possível futuro-cliente seja uma boa estratégia... Aliás, tendo em conta que a jovem em questão está com uma fome desgraçada tal acto podia muito bem ter acabado com o senhor a levar com uma cadeira (daquelas que por acaso não faço... de metal) na tromba.

Jantei às dez da noite...

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publicado às 02:51


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