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Estou desde Outubro no mesmo quarto, numa casa média, desde Outubro que alguns canos entopem, as limpezas são meio rascas, tivemos noites sem luz e alguns moveis improvisados, mas não fazia mal porque as pessoas que cá estavam compensavam esses pequenos problemas, jantávamos juntas, sempre que nos cruzávamos nos corredores tínhamos um ou dois dedos de conversa que geralmente se prolongavam até à cozinha onde ficávamos a beber chá, verdade seja dita, por vezes as conversas prolongavam-se demais ao pequeno-almoço e acabava por chegar atrasada.

Em Janeiro elas foram-se embora, ora porque tinham acabado o semestre de erasmus, ora porque estavam prestes a começar o mesmo. Do grupo inicial ficámos duas e em Fevereiro entraram 3 pessoas novas. Apesar de possuir-mos o mesmo numero de prateleiras no frigorífico, hoje quando cheguei a casa não tinha espaço para por a comida pelo que tive que invadir a prateleira de alguém. Aparentemente a criatura que é apologista da vida em comunidade e respeito para além de não entender o que são espaços privados, também não percebe o que são zonas comuns. Há uma pilha de loiça por lavar e o fogão mete nojo.

Parece que está na altura de procurar um novo quarto.

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publicado às 17:30

Os meus tios estão aqui para fazerem a sua habitual visita de "despedida", ritual que adoram fazer quando a minha avó está hospitalizada de forma a aliviarem a consciência pela sua ausência constante e verem o que é que ainda vão a tempo de levar da casa dela. Apesar da minha avó ter estado hospitalizada a uma hora de distância da casa deles não meteram uma única vez os pés no hospital, a única coisa que faziam era ligar-me durante a única meia-hora em que eu podia estar com ela. Mas agora que está no Alentejo já é produtivo visita-la, após a visita fazem mais uns kms até à casa dela e podem pensar sobre que obras vão fazer caso ela não recupere. Mas ela vai recuperar.

Eu e o meu avô éramos as unicas pessoas que não ignoravamos o óbvio, infelizmente agora sou a única. Nos últimos 3 anos fizeram exactamente 3 visitas desse tipo, andam de um lado para o outro, falam muito baixinho apesar da minha avó ser surda que nem uma porta e dizem sussurrando quando saem do quarto "coitadinha... Não reage..." Claro que não reage! Está com febre, surda e vocês sussurram! Mas as pessoas que trabalham nos hospitais e unidades de cuidados continuados adoram-os. Adoram o teatro de deixarem uma carta na mesinha de cabeceira apesar da minha avó não saber ler, adoram o olhar apagado e os sussurros. É bem melhor que ter alguém a andar atrás deles a perguntar se pode dar água a um doente por estar com a língua extremamente seca, a pedir seringas para dar suplementos, a perguntar que tipo de acompanhamento está a ter. Eu sou uma chata e eles são uns santos, e se for preciso até me transformo em Lúcifer para que não deixem a minha avó a um canto à espera da sua hora.

Mas não é só o teatrinho que me dá náuseas, o meu pai também, sempre que eles vêm cá pega numa esfregona e tenta dar um jeitinho à casa. Sabem quantas vezes é que ele fez isso comigo? Umas 3, depois disso sempre que vim de fim de semana tive que limpar a casa de cima a baixo, e quando volto no fim de semana a seguir já está outra vez suja porque não há qualquer cuidado da parte dele para manter as coisas limpas.

Acima de tudo o que me irrita é que hoje não a vou conseguir ver, não a vou poder acalmar quando começar a chamar pela mãe enquanto dorme nem lhe acenar nos breves momentos em que abre os olhos porque o meu pai acha que não vale a pena ir lá quando do estão lá os outros e não tenho qualquer tipo de transportes até ao hospital porque sou do interior.

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publicado às 16:41

"Sim, podemos ir sair"

por Maki, em 15.02.17

Faltava cerca de uma semana para o dia de S. Valentim quando as minhas amigas começaram a deprimir por passarem esse dia sozinhas, portanto na maior das inocências sugeri irmos jantar todas juntas. Pior ideia de sempre. 

Chegamos ao restaurante, e eram só casais, casais aqui, casais ali, casais em tudo o que era canto e recanto, a atmosfera naquele recinto era tão melosa que até senti a pele ficar pegajosa, mas enfardei que nem uma porca por 10 euros o que foi óptimo. Depois de jantar alguém teve a triste ideia de ir a um bar...

Entramos no metro e seguimos viagem... 

Bar 1: Cinco casais lá dentro no roça-roça.

Bar 2: Três pessoas a dormir numa mesa.

Bar 3: Grupos de gajos a rodear os grupos de gajas que haviam por lá.

Dos três resolvemos ir ao terceiro apesar de ter gostado bastante da atmosfera do bar 2... Estivemos lá 3 horas, 3 longas horas e desde o momento em que entrámos até ao momento em que saímos um gajo esteve a olhar para o cu de uma amiga minha, a pensar "Vou? Não vou? Vou! Ah merda a amiga puxou-a... Vou! Não vou... Talvez vá... Eish estou todo mamado." nunca tinha visto tanta cobardia e persistência numa pessoa bêbeda como naquele dia... Mas não era o único, ninguém me avisou que era época de caça...

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publicado às 12:18

Aí que ainda fico sem casa...

por Maki, em 13.02.17

Há um inquilino novo lá em casa... Uma pessoa estranha, com teorias de que o universo é justo e que cada um colhe o que semeia e que aparentemente se sente bastante chateado com o senhorio por não passar recibos e merdas, hoje pedir-me lá do apartamento enquanto falava ao telefone e eu dei porque bem... É lá de casa... Podia querer mandar vir alguma coisa ou assim. Acabei de acordar subresaltada porque enquanto dormia me apercebi que ele podia estar a apresentar queixa a alguém, a querer por "o universo" a funcionar.

Espero que seja uma preocupação em vão, mas a verdade é que se o gajo fizer queixa isso me vai atormentar, especialmente tendo em conta que pedi a morada à pouco tempo para mandar vir uma merda do ebay... Fdx.

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publicado às 23:56

Sou uma besta

por Maki, em 09.02.17

Nunca ninguém é 100% feliz numa casa partilhada, portanto sempre que o pessoal da terrinha se reune acabamos por nos queixar das pessoas com que nos vemos obrigados a dividir casa durante a faculdade, sempre que isso acontece apercebo-me que sou uma besta.

Após 3 anos nessa vida deixei de ter paciência para ser passiva. Se vejo alguma coisa cagada não consigo passar ao lado enquanto rezo para que o responsável limpe aquilo, simplesmente limpo e posteriormente falo com quem suponho ser o responsável, se não fizer ideia de quem foi falo com toda a gente lá de casa para que aquilo não se volte a repetir. Se não há espaço no congelador não me queixo ao senhorio, falo com as pessoas arranjo um tempinho, despejo o congelador e tiro o gelo que ocupava mais de 50% do espaço útil. Se a ligação à Internet está uma porcaria não choro e digo mal do senhorio na cozinha, ligo-lhe a queixar-me. Se algum cano está entupido não espero que a gravidade faça com que a água desapareça e deixe um rasto de gordura, pego no desentupidor posteriormente limpo o lava-loica. Se alguém tem uma ideia horrível para melhor alguma zona da casa dou-lhe a minha honesta opinião mas digo-lhe que está à vontade para experimentar.

O meu senhorio diz que sou desenrascada, as minhas amigas dizem que sou uma besta.

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publicado às 07:54

Outra vez esta época do ano...

por Maki, em 07.02.17

Faltam exactamente 7 dias para o dia de São Valentim, e para além de já se sentir o cheiro a desespero a veia casamenteira das pessoas anda a aflorar... 

Ontem estava a falar com umas amigas, e para elas se pararem de queixar comecei a explicar-lhes que pelo menos não tinham a pessoa mais cabra do mundo constantemente a tentar come-las, elas conseguiram mudar a história de forma a que aquela porcaria estivesse cheia unicórnios e arco-íris... Realmente, que estúpida que sou... Porque raio é que eu não haveria de comer uma pessoa com o qual são tão compatível que me fez ir para uma casa de banho esmurrar uma parede e chorar de raiva? Realmente é o tipo ideal! Devia mesmo ir a um cafezinho com ele! 

Nem quero imaginar se lhes tivesse contado do amiguinho que me andava a fazer stalking e que literalmente correu atrás de mim até ao metro e do qual só me livrei porque tive sorte da linha estar cheia de gente e haver uma saída no fim da mesma. Se o outro bastardo é boa pessoa este deve ser só um tipo tímido que gosta de correr e ter monólogos por mensagem no fb com pessoas que não o tem adicionado.

Realmente eu tenho muita sorte, o problema são os meus padrões demasiado elevados tendo em conta quem sou.

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publicado às 13:34

Não devia ter nascido com vagina

por Maki, em 03.02.17

Nem sempre sei do que falo, mas no que toca coisas para melhorar o sinal de internet sei algumas coisas,  uma das coisas que sei é que é impossível mandar o sinal pela rede eléctrica, que esta casa não tem rede Ethernet e que o senhor está a confundir o cabo de telefone com um cabo de telefone.

Mas a minha opinião não importa porque tenho vagina e ao ter vagina sempre que digo que alguém está errado em algo relacionado com tecnologia e cenas do lar, desfiro um golpe no ego de quem tem pilinha, portanto, não importa se estou certa ou não, vão sempre olhar para mim como se fosse burrinha e dizer que estou errada.

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publicado às 12:28

"Sujidade às duas da tarde"

por Maki, em 01.02.17

Não sei o que é mais ridículo. Bastardos a gritar isso como se só o seu pequeno grupo de amiguinhos soubesse o significado ou olharem todos de rompante como se fossem a gaja do exorcista é que aqui a sujidade sabe o que queriam dizer e não tem culpa de momento ter a cara recheadinha de acne e vermelhão devido ao frio e ao stress.

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publicado às 14:51


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