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Quando era novinha achava que o homem da minha vida ia ser transferido de uma escola qualquer para a minha a meio do ano e que assim o que o visse ia sentir "o clique"... Nunca aconteceu... 

Entretanto fui crescendo e no 7º ano a minha ideia de romance mudou... Era óbvio que o amor da minha vida não ia ser transferido... Ele era capaz de ser de uma terrinha ali da zona e entrar na minha vida no 10º ano, quando fossemos todos para a mesma escola secundária. fazia mais sentido! E verdade seja dita cheguei a achar que isso estava a acontecer, quando um dia após almoçar com uma amiga e um dos amigos dela, que era super jeitoso, o mesmo me pegou no pulso para me levar de arrasto a uma loja de roupa toda pipi porque queria ir comprar uma porcaria qualquer o que no momento me pareceu muito romântico (haverá algo mais bonito do que te tirarem do sol num dia de outono para te meterem numa loja com a qual não te identificas minimamente?). Passado pouco tempo apercebi-me que o rapaz era meio vazio (quem diria...) e a minha ideia de que iria encontrar o amor da minha vida no secundário começou a ir cano abaixo...

Cheguei ao fim do 10º ano e a única coisa das terrinhas circundantes que entrou na  minha vida foi um gajo chato como a porra que passava grande parte do seu tempo a me tentar tirar do sério... Yeeey... 

No 11º apercebi-me que me importava demasiado com um amigo e comecei a ficar chateada por ele me estar constantemente a pedir conselhos sobre como se aproximar das minhas amigas quando eu estava ali, solteira e disponível mesmo ao lado dele... Ainda por cima ele o burro tinha grande panca por uma gaja que o ia destroçar... Decidi tomar medidas extremas para defender o seu pequeno coração e direccionei a sua atenção para uma rapariga que era 5*, que lhe ai dar a atenção que ele precisava. Foi a primeira vez que fiz de wingman e foi a vez que mais me magoou.

Quando cheguei ao 12º comecei a ficar irritada, não com o facto de não encontrar o homem da minha vida mas sim com o facto de começar a sentir algo pelo bastardo que me chateava desde o 10º ano que passava o intervalo antes da aula de Educação Física a tentar fazer twerk à minha frente e com quem tinha discussões bastante acessas nos autocarros quando fazíamos visitas de estudo... A namorada dele odiava-me... 

Entretanto o secundário acabou e o bastardo a quem arranjei gaja no 11º passou o verão a dizer que eu ia fazer imenso sucesso na universidade, que os gajos não me iam largar e bla bla bla... Comecei a ter novamente esperanças... Aliás, nesse verão um amigo dele (que conheceu na universidade, ele é um ano mais velho que eu) foi passar uns dias à terrinha e criou uma espécie de fascínio pelas minhas mamas, por mim o que indicava que talvez fizesse sucesso na universidade...

Em Setembro entrei na faculdade, num dia algures na primeira semana choveu como a porra e cheguei a uma aula parecendo um pinto, sentei-me ao pé de um moço aleatório, o desgraçado teve pena de mim e ofereceu-me o casaco. OMG QUE ROMÂNTICO AKSDJFAKL not really... Já na primeira semana de aulas tinha uma impressão horrível das pessoas daquela faculdade e decidi que ia estar sempre um pé atrás por isso fiz-me de forte e disse que não era preciso. Pouco depois arrependi-me e pedi o casaco ao moço... O ano foi passando, tive um stalker e fiz para ai 10 conhecidos na faculdade. 

No segundo ano, após já ser definitivamente vista como um dos rapazes apercebi-me que morrer rodeada por 30 gatos não era assim tão mau, e heis que um amigo, o mesmo que me ofereceu o casaco no primeiro dia e passou os primeiros 3 semestres do meu percurso académico a objectivar gajas ao meu lado decidiu que valia a pena tentar lançar a rede porque era óbvio que eu estava interessada. Eu não estava minimamente interessada... No inicio até achei que fosse uma piada... Passei o resto do 2º ano a evita-lo e o inicio do 3º também. (Sou muito adulta, eu sei).

Agora, prestes a terminar o 3º ano e após ter tido outro stalker que ainda hoje receio que me venha a tirar a vida, apercebi-me que não há "o tal"... Há muitos por ai... E honestamente não sei se tenho vontade de arranjar algum... Se um dia encontrar uma criatura com quem consiga ter uma discussão morosa sobre algo estúpido e que seja fã dos Corações de Atum talvez mude de ideias.

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publicado às 00:09


4 comentários

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De a dESarrumada a 11.07.2017 às 00:07

Talvez o tal não exista, porque há vários, nisso posso concordar contigo... mas um dia há um desses "vários" que te dá vontade de mandar passear todos os outros ;)
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De Maki a 22.07.2017 às 12:25

Ahah pode ser que sim, mas não me parece que esse dia esteja próximo :P Até lá mando-os passear a todos xD
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De Catarina a 11.07.2017 às 11:03

Não creio que exista o tal. Acho que é uma ideia que nos incutem desde pequenas. Acredito, sim, que existe dezenas de pessoas com quem nos damos incrivelmente bem e que poderão ser algo mais, com esforço e dedicação.
Além do mais, a ideia do tal é um pouco limitadora. Só haver uma pessoa no mundo que seja certa para cada um de nós?? Isso só levaria desilusões e a acabarmos com a pessoa errada ou, então, sozinhos
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De Maki a 22.07.2017 às 12:28

Concordo, além disso se a ideia "do tal" nada implicava que isso fosse reciproco... O meu "tal" provavelmente ia ter uma "tal" toda boa e eu ficava na azia :P

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