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Os velórios

por Maki, em 31.08.17

Em toda a minha vida fui a dois velórios, o da minha avó e o da avó de uma amiga. O da minha avó custou-me horrores, porque pronto... Era o da minha avó, mas nem quero pensar no quão lixado deve estar a ser para ela estar lá.

Quando fui ao da minha avó eu chorei, chorei imenso, hiperventilei foi uma alegria para os "papa funerais", mas também me ri, ri-me bastante, contei piadas e relembrei os meus avós, a minha família juntou se a contar histórias sobre eles. Agora que olho para trás vejo que foi saudável. Fez-me bem tanto chorar como rir.

No velório da avó da minha amiga não se ouvia uma palavra, todos estão a sofrer em silêncio e de forma equilibrada. Há momentos em que não temos que ser equilibrados. Há momentos em que temos o direito de chorar baba e ranho! E este é um deles... Tive pena de não poder estar lá muito tempo... De não me ter apercebido que ela não queria rir e ter mandado uma piada sobre os "papa funerais". Eu tenho que aprender a estar calada mas ela tem que aprender a explodir.

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publicado às 00:27

Resumo da semana vida louca:

por Maki, em 31.07.17

Domingo: Dia da viagem, cerca de 3 horas a ouvir 3 CDs com um mix de musicas que cada uma escolheu, como não somos propriamente fãs do mesmo estilo de musica metemos o volume baixinho e aproveitamos para falar do que não falávamos à meses. Jantámos pizza e fomos para a praia falar e fazer a já tradicional competição para ver quem avistava mais estrelas cadentes. Ganhei por uma.

Segunda: Praia, almoço, sesta, praia, jantar, Vida Louca. Foi uma noite calminha, um rapaz decidiu fazer uma competição de dança com uma delas, outro andava a fingir que se roçava no cu de outra mantendo cerca de 10cm do mesmo, dormimos no maldito carro, seguimos viagem para casa e assim que chegámos ao destino, atei o cabelo de uma delas e dei festinhas nas costas enquanto combatia o meu refluxo, a primeira coisa que a outra disse enquanto acendia o cigarro ao sair do carro foi: "És mesmo má a atar cabelos, assim que acabar o cigarro trato disso"

Terça: Acordamos quase à hora do lanche, almoçamos, fomos para a praia, jantámos e fomos sair para uma terrinha onde só havia estrangeiros comer um gelado e procurar um sitio com wi-fi, seguimos as setas que diziam "free wi-fi" e "beer 2euros", sentámos-nos numa explanada onde a wi-fi não funcionava e nos sentimos discriminadas quando nos apercebemos que todos os estrangeiros que chegaram depois de nós foram atendidos assim que meteram a bunda na cadeira e nós ficámos mais de 30 minutos a falar antes te termos tido a oportunidade de pedir uma cerveja e a pass que apesar de estar correcta não nos permitiu aceder à wi-fi.

Quarta: Saímos de casa com uma garrafa de vodka limão e 1.5L de mistura de vinho barato com coca-cola barata, tudo para a mesma pessoa. Enquanto esperávamos que ela acabasse de beber aquilo um grupo de 5 mocinhos de 17 anos meteu-se connosco, só um deles foi suficientemente inteligente para se aperceber que aquilo não ia a lado nenhum e tentámos subir a auto-estima a um rapaz holandês que tinha sido abandonado pelos amigos por estar podre de bêbado. Fomos para a praia fazer tempo até ao nascer do Sol enquanto um casal qualquer se comia a menos de 5 metros de nós. O Sol nasceu e fomos para casa vestir o bikini. 

Quinta: Vestimos o bikini e fomos para a praia às 8h, fomos das primeiras a chegar e tivemos espaço suficiente para fazer um campeonato de raquetes, parámos de jogar quando uma família meteu a sombrinha demasiado perto... Nenhuma família merece ouvir todos os palavrões que usamos quando jogamos. Dormimos. Fomos para casa almoçar. Dormimos a sesta. Praia. Jantámos e fomos sair para uma zona mais séria onde 5 bares davam bebida de borla... Nessa noite só uma é que bebeu... E tendo em conta que ela bebia as 4 bebidas que nos eram oferecidas e fez questão de tentar passar várias vezes à porta dos bares para que nos oferecessem "free shots" não ficou nada bonita. Foi a primeira vez que a vi bêbeda e espero que seja a ultima que ela fica chata como a porra. Fomos comer ao Mc'Donalds antes de ir para casa e depois fomos dormir. 

Sexta: A que se embebedou na noite anterior acordou às 8h e fez-nos torradas tal como tinha prometido na noite anterior. Acordei quando ela me chamou, comi as minhas torradas e deitei-me enquanto esperava que as outras se despachassem. Acordei novamente às 13h porque ela teve medo que acordar as outras. Fomos à praia. Depois da praia 2 delas apanharam o autocarro e foram-se embora. Jantámos e fomos comer um geladinho. 

Sábado: Fomos embora.

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publicado às 00:50

Estou de férias, e agora?

por Maki, em 22.07.17

Passou mais de um mês desde o inicio do meu cativeiro, um mês quase sem levar com Sol na tromba, um mês a interagir com um numero reduzido de pessoas (2...), um mês em que o meu cérebro fritou mais um pouco, e o que é que a je vai fazer para celebrar as férias? Vai para o Algarve com pessoas que gostam de bares, afinal o que é o pior que pode acontecer? Ir parar à esquadra por partir o nariz a algum amiguinho que me tente tocar? Ir parar à esquadra por partir o nariz a algum amiguinho que as tente violar? Apanhar um escaldão do caraças que poderá ser catalisador de um cancro? Pfffff

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publicado às 12:28

No ano passado comentei com um amigo que havia um jovem que trabalhava numa livraria e que por duas vezes me deixou levar o livro mais caro de graça em vez do mais barato como dizia a promoção e que tinha sido muito bacano da parte dele. Ui... As teorias que surgiam naquela cabeça: "Ai ele quer-te! OMG tens que ir lá mais vezes! Ah! Um gajo que vende livros! Isso era o ideal para ti!", quando o rapaz só o fazia porque sabia perfeitamente o quão caro ler pode ser. 

Para ai em Dezembro comentei que me tinham acabado de pedir dinheiro para ajudar uma associação de animais "Foi um rapaz que te pediu? Era jeitoso? Se te pediu dinheiro com a cara com que costumas andar é porque te queria comer! Ainda por cima gosta de animais! Tu gostas de animais!", quando o rapaz só estava a fazer a sua função a abordar qualquer pessoa que passasse.

Hoje disse-lhe que sempre que vou a uma livraria sou atendida pela mesma pessoa e que isso começa a ser meio estranho (no ultimo mês fui lá demasiadas vezes por causa de aniversários e tal) e que hoje até perguntei a outro funcionário que estava mais longe por um livro para finalmente ir lá uma vez sem ter contacto com o moço mas que no fim acabou por ser ele a registar a compra... "É o destino! Tens que falar com ele! Aposto que é o homem da tua vida! OMG é desta! Outro que trabalha com livros! I'm shipping you!", quando no fundo aquilo não tem muitos funcionários... 

O pior é que me esqueço de como ele é e acabo por lhe dizer sempre coisas pequenas que ele transforma em contos românticos e futuras pseudo-relações... O erro é meu.

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publicado às 20:37

A única rapariga que me conseguiu aturar 9 anos sem interrupções, afastamentos ou "pausas" surpreendeu-me no sábado, ao longo de todos este anos tentou lançar-me a bestas desconhecidas, em festas, em bares, por vezes até na rua, enquanto sorria e alegava que tenho que estar aberta para "amor" (obviamente o meu homem ideal é do tipo aventureiro que agarra bundas sem ver a cara). No entanto este fim-de-semana um colega dela decidiu pregar-lhe uma partida com a minha ajuda, o plano dele era fingir que estava a tentar engatar-me e avisa-la que andava apalpando terreno enquanto eu a ia bombardear com mensagens a questiona-la porque raio é que o rapaz se tinha lembrado de falar comigo de forma estranha e desabafar com ela que era uma merda ele estar com essas porcarias porque como a tínhamos como amiga em comum não o podia mandar passear para não criar mau ambiente. Honestamente fiquei surpreendida por ele ter percebido tão bem o tipo de reacção que eu teria, e aceitei. 

A reacção dela para comigo foi a esperada, disse que aquilo era muito estranho e que não estava a compreender o que estava a acontecer, mas com ele a conversa foi deveras diferente, algo que não esperava, disse-lhe para parar com aquilo, que eu era amiga dela à bastante tempo, que era nojenta a forma como ele estava a falar de mim e que me ia proteger daquilo. Fiquei em choque, sabia que ela não ia concordar a investida dele (afinal, as bestas nocturnas só rondam durante alguns minutos e acabam por nunca mais aparecer na minha vida (maior parte das vezes...), o amiguinho dela sabia como me contactar e havia a possibilidade de um dia sairmos todos juntos), mas nunca pensei que tivesse uma veia protectora tão forte e que a demonstrasse... Foi de tal forma surpreendente que me senti super mal por ter concordado com aquilo... Senti-me bem mais segura depois daquilo, talvez um dia, quando o desespero for grande, aceite ir a um blind date arranjado por ela como me anda a sugerir à meses...

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publicado às 15:51

"Sim, podemos ir sair"

por Maki, em 15.02.17

Faltava cerca de uma semana para o dia de S. Valentim quando as minhas amigas começaram a deprimir por passarem esse dia sozinhas, portanto na maior das inocências sugeri irmos jantar todas juntas. Pior ideia de sempre. 

Chegamos ao restaurante, e eram só casais, casais aqui, casais ali, casais em tudo o que era canto e recanto, a atmosfera naquele recinto era tão melosa que até senti a pele ficar pegajosa, mas enfardei que nem uma porca por 10 euros o que foi óptimo. Depois de jantar alguém teve a triste ideia de ir a um bar...

Entramos no metro e seguimos viagem... 

Bar 1: Cinco casais lá dentro no roça-roça.

Bar 2: Três pessoas a dormir numa mesa.

Bar 3: Grupos de gajos a rodear os grupos de gajas que haviam por lá.

Dos três resolvemos ir ao terceiro apesar de ter gostado bastante da atmosfera do bar 2... Estivemos lá 3 horas, 3 longas horas e desde o momento em que entrámos até ao momento em que saímos um gajo esteve a olhar para o cu de uma amiga minha, a pensar "Vou? Não vou? Vou! Ah merda a amiga puxou-a... Vou! Não vou... Talvez vá... Eish estou todo mamado." nunca tinha visto tanta cobardia e persistência numa pessoa bêbeda como naquele dia... Mas não era o único, ninguém me avisou que era época de caça...

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publicado às 12:18

Outra vez esta época do ano...

por Maki, em 07.02.17

Faltam exactamente 7 dias para o dia de São Valentim, e para além de já se sentir o cheiro a desespero a veia casamenteira das pessoas anda a aflorar... 

Ontem estava a falar com umas amigas, e para elas se pararem de queixar comecei a explicar-lhes que pelo menos não tinham a pessoa mais cabra do mundo constantemente a tentar come-las, elas conseguiram mudar a história de forma a que aquela porcaria estivesse cheia unicórnios e arco-íris... Realmente, que estúpida que sou... Porque raio é que eu não haveria de comer uma pessoa com o qual são tão compatível que me fez ir para uma casa de banho esmurrar uma parede e chorar de raiva? Realmente é o tipo ideal! Devia mesmo ir a um cafezinho com ele! 

Nem quero imaginar se lhes tivesse contado do amiguinho que me andava a fazer stalking e que literalmente correu atrás de mim até ao metro e do qual só me livrei porque tive sorte da linha estar cheia de gente e haver uma saída no fim da mesma. Se o outro bastardo é boa pessoa este deve ser só um tipo tímido que gosta de correr e ter monólogos por mensagem no fb com pessoas que não o tem adicionado.

Realmente eu tenho muita sorte, o problema são os meus padrões demasiado elevados tendo em conta quem sou.

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publicado às 13:34

Ter bigodinho

por Maki, em 30.01.17

Hoje encontrei um amigo na rua, e esse meu amigo estava com um amigo super fofo, o rapaz era adorável, e parecia ser bom rapaz, resumidamente era um bom partido. 

Quando cheguei a casa e olhei ao espelho apercebi-me que o meu bigodinho era maior do que o dele.

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publicado às 21:05

Desculpem lá...

por Maki, em 23.09.16

Ontem estava a dar uma voltinha com as minhas amigas quando uma se queixou que o rapaz dela durante 10 minutos lhe mandou imensas mensagens sentimentais e que na meia hora a seguir voltou a ser mais normal e distante.

Como reparei que ela estava meio preocupada com a situação disse-lhe o que me pareceu óbvio: "Não te preocupes, entretanto deve ter batido uma e ficou mais sereno". Aparentemente não era isso que ninguém esperava ouvir e gerou-se um silêncio constrangedor seguido de um "Ai que ordinária!", mas a verdade é que ninguém conseguiu formular outra hipótese para o comportamento do rapaz.

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publicado às 14:28

Delicadeza de mãe

por Maki, em 12.04.16

No outro dia sentei-me num banquinho com uns amigos a falar da vida enquanto aproveitávamos para levar com alguns fotões na cara quando uma mãe levou uma criança e arrastou outra para um baloiço todo moderno que era uma mistura entre o sobe-e-desce e aqueles cavalos que tem uma mola por baixo. Ora aquilo era tão xpto que nós ficamos curiosos e resolvemos observar para tentar perceber como aquela obra de engenharia funcionava. Ao inicio aquilo não funcionou, as crianças assim como nós não perceberam como deviam por aquilo a andar e ficaram simplesmente lá sentadas, até que a mãe se aproximou do aparelho e começou a abanar aquilo. Uma das crianças estava a adorar, a outra a odiar. A criança que estava a adorar disse que gostava de tentar tocar no chão, a mãe direcciona a sua força na direcção dela, ela consegue tocar no chão e ficou toda feliz a dar gritinhos, a mãe resolveu que a outra criança também deveria querer tocar no chão, então faz força na direcção dela e começa a dizer "toque no chão", ao compreender que ela estava meio reticente em deixar de se segurar ao aparelho com as duas mãos a mãe aumenta a força e diz "TOQUE NO CHÃO! TOQUE TOQUE!" até que a criança tocou no chão. 

Poucos momentos depois abalamos do banco e fomos para o metro. Qualquer dia voltamos lá para experimentar o aparelho, provavelmente não vamos tentar tocar no chão.

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publicado às 16:40


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