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Planos de vida

por Maki, em 12.11.17

Não sei o que se passou, mas a maioria das pessoas que conheço derepente delineou os seu plano de vida. Até a criatura mais irresponsavel e espontanea que conheço já tem metas e um plano delineado para o cumprir... Isso assustou-me, e ainda me assusta porque eu até à uma semana atrás nem sabia como é que poderia subir a possibilidade de arranjar emprego na area que me fascina de 0 para 1%... Por isso ontem estive a pensar sobre o futuro... Como sou muito má a ver as coisas a longo prazo decidi imaginar apenas os proximos 2 anos.

Quero acabar o curso em 5 anos, apesar de todas as piadas que faço sobre o acabar em 10, ficar mais 1 ano ou semestre no tecnico ia-me matar por dentro. Até agora é possivel acabar o curso em 5 anos e é nisso que me vou focar, até já decidi que cadeira vou fazer ao mesmo tempo que a tese. 

Vou continuar a fazer voluntariado de proximidade e vou tentar começar a fazer visitas hospitalares para o ano.

Definitivamente vou aproveitar os meus ultimos anos de estudante para não pagar entrada em eventos e conhecer pessoal bacano fazendo voluntariado nos mesmos (a games week está mesmo à porta). 

Vou-me fechar a nivel romantico. Quando acabar o curso vou ter que me ir embora, não há a minima hipose de eu ficar por cá a trabalhar no que gosto, por isso não faz sentido fazer com que a partida custe mais nem causar sofrimento numa pessoa sem necessidade.

Tenho que começar a pensar além da faculdade. Ela só me vai começar a dar ferramentas para o que quero no proximo semestre. Até lá tenho que começar a desvendar as coisas por mim e fazer um investimento que não é tão pequeno como eu gostaria, mas que acho que vai acabar por valer a pena.

 

Porra, estou a ficar velha. 

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publicado às 14:47

No proximo websummit

por Maki, em 09.11.17

Ontem um visitante do websummit perguntou-me onde era a casa-de-banho mais próxima, antes de ele se lembrar que tinha que ir mijar ainda esteve a falar um pouco sobre a conferencia e disse que devíamos ter ido (na altura estava com duas amigas) porque havia lá poucas mulheres e perguntou porque não tinha usado o desconto de ser mulher. 

Enquanto pessoa que passa a vida a tentar ser vista como igual pelos meus colegas de faculdade e professores senti-me ofendida. Esses descontos não passam de discriminação, positiva? Sim. Mas não deixa de ser discriminação. E honestamente, considero que grande parte das mulheres que trabalham neste ramo sentem o mesmo que eu.

Mas fica aqui assente que para o ano vou ao websummit, não como uma "woman in tech", mas como uma pessoa com um plano para sair de lá com uma oferta de emprego.

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publicado às 12:09

Pronto, já me chatearam.

por Maki, em 06.09.17

No ano passado inscrevi-me num ginásio. Esse ginásio abriu portas com um mês de atraso.

Esse ginásio prometeu um kit de sócio que iria ser entregue antes do ginásio abrir. O kit foi entregue quase uma semana após a abertura e não veio completo.

Esse ginásio garantiu uma entrada rápida devido a uma tecnologia vanguardista. Essa tecnologia vanguardista 2 meses após a abertura ainda não estava lá, mas havia fila para sair do sitio o que é algo excepcional.

Em Setembro era o meu ultimo mês com desconto. Decidi cancelar a inscrição. 

Dia 31 de Agosto procurei o e-mail do ginásio. Não encontrei.

Mandei mensagem pelo fb a perguntar como é que podia cancelar a inscrição. Mandaram-me mandar um e-mail e enviaram o endereço.

Enviei o e-mail. Não obtive resposta.

Mandei novamente mensagem pelo fb. Disseram-me que me iam ligar no dia seguinte.

Não ligaram. Mandei novamente mensagem pelo fb a informar que não me tinham ligado.

Disseram-me que tentaram entrar em contacto comigo mas não tinham conseguido e enviaram-me o numero para eu ligar. 

No dia seguinte aconteceu um milagre. Acordei com uma chamada perdida do numero do ginásio que não me conseguiu contactar no dia anterior e um e-mail do dito ginásio a informar que não me conseguiam contactar por isso eu devia ligar. 

Liguei passado 10 minutos da chamada que eles fizeram. Não atenderam.

Mandei um e-mail. Referi que ia a Lisboa e que me ia deslocar ao sitio para tratar do assunto.

No e-mail referi também que a minhas questão era relativamente simples para não ter tido resposta no espaço de uma semana. A senhora disse que estava 100% de acordo e que aguardava a minha visita.

Fiquei na duvida se a senhora não entendeu a mensagem subtil de que quero o livro de reclamações e a situação é ridícula ou se ela odeia o seu trabalho e se está a cagar.

Mas estou chateada. Muito chateada. Desde o inicio que esse ginásio mexe aqui com o meu interior. Agora vou lá botar tudo cá para fora.

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publicado às 15:00

A igualdade é complicada...

por Maki, em 24.08.17

Todos somos um floquinho de neve especial, não há duas pessoas iguais, ninguém pensa exactamente da mesma forma que o vizinho do lado, não há 2 pessoas 100% iguais a nível físico, no entanto estamos constantemente a lutar pela igualdade... 

Eu não acredito na igualdade... Cada pessoa é diferente e temos que aceitar essas diferenças e jogar com elas a favor de uma sociedade mais completa e justa, a igualdade é complicada... A equidade é bacana.

Por exemplo nos desportos de combate: não faz sentido um homem de 90kg lutar contra uma mulher de 50kg então não se faz. Equidade: a cada pessoa é atribuído um adversário que tenha condições físicas semelhantes. Há pessoas com vocação para medicina mas que não tem média para entrar e idiotas sem qualquer tipo de vocação para tal que estão lá. É justo? Bom para a sociedade? 

Na minha opinião numa sociedade justa somos não somos todos iguais pelo contrário, somos todos diferentes, aceitamos essa diferença e aproveitamos os pontos fortes de cada um.

Mandem-me para a fogueira.

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publicado às 16:38

Afinal não é normal?

por Maki, em 03.08.17

Eu sou o tipo de gaja que faz uma espécie de squat quando vai a uma casa-de-banho publica, eu cá não confio em fazer uma barreirazinha de papel higiénico, nope, e quando faço o squat não é um squat muito bem feito que fico a pelo menos uns 5cm do tampo. O problema não é o squat mais sim quando tenho que usar casas de banho publicas nos dias seguintes a fazer a depilação nas zonas baixas... Não me orgulho disto... Mas já molhei a perninha mais do que uma vez, aliás... Houve um dia em que a minha bexiga estava de tal forma cheia que me esqueci de fazer o xixizinho com cuidado e molhei as calças na zona do gemeo direito... Nem sei como é que fiz aquilo... Mas só molhei a zona do gemeo direito... 

Voltando ao que interessa... Sempre achei que fosse normal... Epah na minha cabeça faz sentido que os pelinhos direccionem a urina para o sitio certo, mesmo quando são pequeninos... Maaaaaaaaaaaaas ontem numa conversa com as minhas amigas elas disseram-me que nunca lhes tinha acontecido. Honestamente acho que elas estavam a mentir porque quando contei aquilo o olhar transmitiu-me compreensão, mas agora que penso nisso também podia ser pena... 

Afinal é  normal ter mais dificuldades a direccionar o xixi quando se acaba de fazer a depilação ou só eu é que sou meio homem e não consigo atinar com aquilo?

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publicado às 17:09

Quando era novinha achava que o homem da minha vida ia ser transferido de uma escola qualquer para a minha a meio do ano e que assim o que o visse ia sentir "o clique"... Nunca aconteceu... 

Entretanto fui crescendo e no 7º ano a minha ideia de romance mudou... Era óbvio que o amor da minha vida não ia ser transferido... Ele era capaz de ser de uma terrinha ali da zona e entrar na minha vida no 10º ano, quando fossemos todos para a mesma escola secundária. fazia mais sentido! E verdade seja dita cheguei a achar que isso estava a acontecer, quando um dia após almoçar com uma amiga e um dos amigos dela, que era super jeitoso, o mesmo me pegou no pulso para me levar de arrasto a uma loja de roupa toda pipi porque queria ir comprar uma porcaria qualquer o que no momento me pareceu muito romântico (haverá algo mais bonito do que te tirarem do sol num dia de outono para te meterem numa loja com a qual não te identificas minimamente?). Passado pouco tempo apercebi-me que o rapaz era meio vazio (quem diria...) e a minha ideia de que iria encontrar o amor da minha vida no secundário começou a ir cano abaixo...

Cheguei ao fim do 10º ano e a única coisa das terrinhas circundantes que entrou na  minha vida foi um gajo chato como a porra que passava grande parte do seu tempo a me tentar tirar do sério... Yeeey... 

No 11º apercebi-me que me importava demasiado com um amigo e comecei a ficar chateada por ele me estar constantemente a pedir conselhos sobre como se aproximar das minhas amigas quando eu estava ali, solteira e disponível mesmo ao lado dele... Ainda por cima ele o burro tinha grande panca por uma gaja que o ia destroçar... Decidi tomar medidas extremas para defender o seu pequeno coração e direccionei a sua atenção para uma rapariga que era 5*, que lhe ai dar a atenção que ele precisava. Foi a primeira vez que fiz de wingman e foi a vez que mais me magoou.

Quando cheguei ao 12º comecei a ficar irritada, não com o facto de não encontrar o homem da minha vida mas sim com o facto de começar a sentir algo pelo bastardo que me chateava desde o 10º ano que passava o intervalo antes da aula de Educação Física a tentar fazer twerk à minha frente e com quem tinha discussões bastante acessas nos autocarros quando fazíamos visitas de estudo... A namorada dele odiava-me... 

Entretanto o secundário acabou e o bastardo a quem arranjei gaja no 11º passou o verão a dizer que eu ia fazer imenso sucesso na universidade, que os gajos não me iam largar e bla bla bla... Comecei a ter novamente esperanças... Aliás, nesse verão um amigo dele (que conheceu na universidade, ele é um ano mais velho que eu) foi passar uns dias à terrinha e criou uma espécie de fascínio pelas minhas mamas, por mim o que indicava que talvez fizesse sucesso na universidade...

Em Setembro entrei na faculdade, num dia algures na primeira semana choveu como a porra e cheguei a uma aula parecendo um pinto, sentei-me ao pé de um moço aleatório, o desgraçado teve pena de mim e ofereceu-me o casaco. OMG QUE ROMÂNTICO AKSDJFAKL not really... Já na primeira semana de aulas tinha uma impressão horrível das pessoas daquela faculdade e decidi que ia estar sempre um pé atrás por isso fiz-me de forte e disse que não era preciso. Pouco depois arrependi-me e pedi o casaco ao moço... O ano foi passando, tive um stalker e fiz para ai 10 conhecidos na faculdade. 

No segundo ano, após já ser definitivamente vista como um dos rapazes apercebi-me que morrer rodeada por 30 gatos não era assim tão mau, e heis que um amigo, o mesmo que me ofereceu o casaco no primeiro dia e passou os primeiros 3 semestres do meu percurso académico a objectivar gajas ao meu lado decidiu que valia a pena tentar lançar a rede porque era óbvio que eu estava interessada. Eu não estava minimamente interessada... No inicio até achei que fosse uma piada... Passei o resto do 2º ano a evita-lo e o inicio do 3º também. (Sou muito adulta, eu sei).

Agora, prestes a terminar o 3º ano e após ter tido outro stalker que ainda hoje receio que me venha a tirar a vida, apercebi-me que não há "o tal"... Há muitos por ai... E honestamente não sei se tenho vontade de arranjar algum... Se um dia encontrar uma criatura com quem consiga ter uma discussão morosa sobre algo estúpido e que seja fã dos Corações de Atum talvez mude de ideias.

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publicado às 00:09

Os nomes são importantes?

por Maki, em 21.03.17

Existe um senhor que costuma estar à porta do supermercado que costumo frequentar, nunca o vi a pedir nada, apenas a cumprimentar as pessoas enquanto olhava para baixo. Desejar uma boa tarde ao senhor passou a fazer parte da minha rotina, de tal forma que se vou às compras e não o vejo lá parece que o meu dia fica mais chato. O senhor sem nome tem um efeito maior no meu dia com o seu "Boa tarde" em plena rua do que muitas pessoas com nome.

No outro dia após lhe dar o "até logo" habitual, recuei e perguntei se queria umas barrinhas de cereais, e falámos durante algum tempo, o senhor sem nome já tinha percebido à algum tempo que eu era alentejana e ficamos ambos espantados quando nos apercebemos que eu sou da mesma terra que a mãe dele e que passo todos os fins-de-semana em que tenho a sorte de ir lá abaixo pela terra do pai dele mas que ele nasceu mais a norte. Agora sei que ele quer voltar para o Alentejo e que gostava de ter lá um montinho, mas que se recusa a ir para uma determinada terra porque o vinho é demasiado bom. Ainda não sei o nome do senhor, mas sei um pouco sobre quem ele é e as suas ambições... Não posso dizer o mesmo de várias pessoas com quem convivo todos os dias.

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publicado às 22:58

A honestidade é lixada

por Maki, em 20.03.17

Por volta dos meus 16 anos, após ter superado algo que julgo ter roçado a depressão decidi que não ia voltar a deixar entrar pessoas tóxicas na minha vida caso não fosse extremamente necessário e que não ia fingir pensar ou ser algo que não sou na interacção com os outros (claro que num ambiente profissional vou ser uma pessoa decente e engolir sapos, mas fora dele recuso-me). E a verdade é que desde que o faço que percebi várias coisas sobre mim e criei relações de amizade bem mais profundas. 

O problema é que há pessoas que não estão habituadas a esse bicho estranho chamado honestidade e acham que estou a brincar... Um rapaz inclusive chegou a achar que eu estava interessada nele, afinal as pessoas sempre falaram dos defeitos dele quando ele não estava e nunca se deu ao trabalho de olhar para as pessoas que o rodeiam e de se aperceber que por vezes as gargalhadas que soltam escondem o incomodo que sentem portanto se alguém os ignora e responde a seco é porque obviamente o quer comer! Faz todo o sentido! 

Felizmente nem todas as pessoas são extremistas ao ponto de achar que lhes quero saltar para cima, mas por vezes acham que o faço na brincadeira e que no fundo as adoro... E heis que aparece a afirmação: "Eu sei que no fundo gostas de mim." é chato, mas é a oportunidade ideal para por os pontos nos is, olhar directamente para os olhos das pessoas e dizer "Não tens noção do quão errado estás". Seria de supor que a mensagem seria passada não é? Pois não... Geralmente o sorriso desvanece um pouco mas a pessoa insiste com algo do género "és óptima a fingir que estás a falar a sério", o que me faz repetir a ideia de que nem toda a gente tem que gostar do mesmo para evitar esmagar a auto-estima da pessoa... Mas quando alguém me pergunta "O que é que não há para gostar?" morro um pouco por dentro lembrando-me da única vez em que respondi sem filtro a isso e refiro apenas acções que me irritam na expectativa que a criatura descortine os traços de personalidade que estão implícitos, raramente funciona... Mas deixam de me chatear o que é bom.

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publicado às 22:44

ViverEm"Comunidade" #3 Oi?

por Maki, em 19.03.17

Como se viver com um homem que grita enquanto toma o pequeno-almoço não fosse o suficientemente chato esse bastardo agora tem a mania que me conhece porque viu que tenho "uma aura muito bonita" e anda com a mania de me tentar tocar enquanto fala.

Longe de mim questionar as capacidades esotéricas do homem (não vá ele fazer alguma macumba contra mim) mas porra! Se ele não toca nas mamas de uma gaja toda boa só por ser toda boa também não tem que me andar a tentar tocar no braço só porque acha que a minha aura é bonita e devíamos ser amiguinhos.

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publicado às 20:20

10 minutos no tinder

por Maki, em 02.03.17

Estava aborrecida e pensei "hey, porque não voltar a seguir o conselho do meu amigo e instalar o tinder?". Pior ideia de sempre. Ainda o download estava em execução e eu já estava arrependida... Mas pronto, abri a app e apareceu-me a Ana... Fiquei um pouco pé atrás, mas depois considerei a hipótese de que a aplicação podia considerar automaticamente que toda a gente é bi, mas não... A aplicação simplesmente assumiu que eu era lésbica, afinal não são só os meus colegas da faculdade que partilham essa opinião. Mudei aquilo para me aparecerem machos mas não consegui fazer mais do que 2 swipes... E não foi só por me sentir mal a olhar para um catalogo de carne... Não... Foi porque ao abrir um perfil aquilo abriu uma pop up a perguntar como é que eu queria partilhar o Manuel. Eu não queria partilhar o Manuel... Não só por ele não parecer ser bom moço mas também porque não pretendo que as pessoas saibam que instalei aquilo... Por isso fiz o que qualquer pessoa racional no meu lugar faria: apaguei a conta, eliminei a aplicação e agora rezo para não ter partilhado o Manuel por mensagem, facebook ou whatapp com algum familiar...

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publicado às 21:47


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